Goleiro dos EUA é formado em Harvard; relembre outros craques com diploma que participaram da Copa

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Matt Freese atuando pela seleção dos EUA, à esquerda, e na formatura em Harvard, à direita.
Reprodução
A seleção dos Estados Unidos estreou na noite da sexta-feira (12) na Copa do Mundo 2026 e contou com uma defesa literalmente graduada.
Isso porque o goleiro Matt Freese, um dos titulares na partida, é o primeiro jogador formado na Universidade de Harvard a participar da competição.
Ele entrou em 2016 na universidade para cursar economia, seguindo os passos do pai, o neurocirurgião Andrew Freese, e de seus dois irmãos, todos graduados em Harvard.
Em 2018, teve que interromper seus estudos para assinar com a liga americana de futebol, mas em 2022, durante a pandemia e com as aulas online da universidade, concluiu o curso e conseguiu se formar.
Mas o goleiro americano não é o único que disputou uma Copa do Mundo e também se graduou no ensino superior. No passado, nomes como Sócrates e Tostão acumularam números no futebol e boas notas na faculdade.
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Abaixo, relembre craques com diplomas em grandes universidades pelo mundo:
Yuto Nagatomo
Yuto Nagatomo em jogo da Copa do Mundo de 2018.
Wikimedia Commons
O defensor Yuto Nagatomo é outro jogador que vai participar da Copa do Mundo 2026 e que tem formação universitária.
“O veterano está prestes a fazer história como o primeiro jogador japonês a participar de cinco edições da Copa do Mundo da Fifa”, lembra a Fifa
Ele iniciou sua carreira como estudante-atleta na prestigiada Universidade Meiji, em Tóquio, onde se formou em economia.
Sócrates
Sócrates em ação na Copa do Mundo pela Seleção Brasileira.
Presse Sports/Agif/Folhapress
Um dos grandes nomes do futebol brasileiro na década de 1980, o meio-campista Sócrates se formou em medicina na Universidade de São Paulo enquanto ascendia no esporte.
Ele participou dos mundiais em 1982, na Espanha, e 1986, no México, e ganhou o apelido de “Doutor Sócrates”, justamente por seu título acadêmico. Bom articulador, tornou-se um dos líderes do movimento Democracia Corinthiana, com forte atuação política.
Tostão
Tostão
Reprodução
Outro nome histórico do futebol brasileiro, o atacante Tostão também formou-se em medicina após sua aposentadoria precoce, com somente 26 anos.
Ele foi destaque na Copa de 1970, sendo titular em todas as partidas e marcando dois gols.
Sua saída do futebol foi motivada por um chute no olho, que, ainda que com algumas tentativas de recuperação, poderia deixá-lo cego. A lesão foi também o que motivou sua especialização na medicina: a oftalmologia.
Steve Coppell
Steve Coppell em 2006.
Ashley Ledran/Wikimedia Commons
O ponta inglês Steve Coppell foi outro que conciliou o esporte com a formação acadêmica. De acordo com a Fifa, ele começou sua trajetória no futebol “conciliando a carreira de jogador no Tranmere Rovers, clube da segunda divisão inglesa, com a graduação em economia na Universidade de Liverpool”.
Em 1975, ele aceitou ser transferido para o Manchester United, mas só sob a condição de que pudesse concluir seus estudos.
Apesar de ter sofrido uma grave lesão na preparação para a Copa do Mundo de 1982, na Espanha, conseguiu ser convocado e participar de todas as partidas.
Jens Lehmann
Jens Lehmann em jogo beneficente em 2019.
Sven Mandel/Wikimedia Commons
Durante sua trajetória nas categorias de base, o goleiro alemão Jens Lehmann estudava economia na Universidade de Münster.
Ele foi reserva de Oliver Kahn em 1998 e 2002. Já em 2006, se destacou na Copa do Mundo da Alemanha, ao consultar uma cola antes dos pênaltis contra a Argentina, nas quartas de final.

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